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Seapac: Associação leva tecnologia social para o semiárido potiguar


Cisternas garantem direito a água no semiárido | Foto: Articulação do Semiárido (ASA)

Leandro Juvino para portal Saiba Mais

Natal | Rio Grande do Norte


O Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (Seapac) atua há 30 anos levando tecnologias sociais, políticas públicas e sociais e agroecologia para o interior do Rio Grande do Norte. Fundada em 1993, por bispos e fiéis, a organização surgiu como um serviço da caridade da Igreja Católica do RN e hoje, é uma das principais responsáveis por levar políticas assistenciais a comunidades do semiárido potiguar. 


Os bispos Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, Arcebispo Metropolitano de Natal, e seu auxiliar, Dom Antônio Soares Costa – o primeiro presidente; Dom José Freire de Oliveira Neto, Bispo de Mossoró e Dom Heitor de Araújo Sales, Bispo de Caicó, foram os fundadores do serviço. Essas autoridades foram apoiadas pelos fiéis: Francisco Adilson da Silva – o primeiro coordenador, Manoel Vital de Carvalho Filho, Manoel Simões de Azevedo Junior, Neílo Lopes de Maria e José Procópio de Lucena, a primeira equipe técnica da instituição.


A luta pelos direitos das famílias rurais, a implementação de cisternas, cursos de formação agroecológica e a promoção de palestras são alguns dos serviços ofertados pela Associação ao longo dos anos. Atualmente, as ações do Seapac são desenvolvidas em quatro eixos temáticos: Mudanças Climáticas e Agroecologia, Cidadania e Defesa de Direitos, Intervenção Direta em Políticas Públicas e Desenvolvimento Institucional.


Entidade já implementou  20 mil cisternas de águas no semiárido potiguar 


Entre os anos de 2003 e 2018, o Governo Federal entregou 929 mil cisternas de água para consumo humano. De acordo com o Ministério da Assistência e Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, durante os 4 anos do governo Bolsonaro, foram construídas somente 42 mil, sendo, em 2022, apenas 3.698 cisternas. O que representou um desmonte no combate à seca do nordeste. 


Caio Barbosa, diretor de comunicação do Seapac, explica que o trabalho da associação é importante para ajudar as famílias em situações de vulnerabilidade social nas zonas rurais do semiárido a conquistar seus direitos e reivindicar as políticas sociais do estado.


“Somos responsáveis por implementar mais de 20 mil cisternas de águas no semiárido potiguar. Nosso trabalho em conjunto com as famílias campesinas já chegaram a todos os municípios do RN. De modo geral, ajudamos a transformar a vida construindo além de cisternas, sistemas de reúso de água, biodigestores, sistemas agroflorestais, além de todo um trabalho pedagógico e técnico em agroecologia e na defesa dos direitos sociais”, destacou. 


O Seapac contribui com setores populacionais que vivem em situação de vulnerabilidade social, no campo e na cidade, por meio de parcerias no desenvolvimento dos projetos. Através de doações, seja da igreja, ou do exterior. E através de parcerias, com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sindicatos de Agricultura Familiar ou outros órgãos públicos, a organização vai se mantendo, como eles denominam, com trabalho de formigas. 


Colocando em números, nos últimos  20 anos, o Seapac implementou mais de 20,5 mil tecnologias sociais, impactando mais de 19 mil famílias potiguares, em busca de uma melhor expectativa de vida e integração na convivência com o semiárido, especialmente nas regiões do Trairi, Seridó e Alto Oeste. Uma tecnologia que vem sendo implementada, na região Trairi do RN, são os biodigestores. A tecnologia garante que o material orgânico das residências seja descartado da forma correta e se transforme em uma fonte de energia limpa, como o biogás. 


Funcionamento de um biodigestor | foto: reprodução/ redes sociais

Com esse biogás, as famílias têm acesso a gás de cozinha gratuitamente, o que contribui para a economia financeira da residência. O uso do biogás substitui o fogão a lenha e a inalação de fumaça tóxica pela família. Além disso, a matéria orgânica que alimenta o biodigestor pode ser usada como biofertilizante natural. 


Essas e outras ações da instituição já chegaram em 167 municípios potiguares, como resultado do “trabalho de formigas”. 



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