Reserva que leva nome de Chico Mendes completa 30 anos sob ameaça


Além dos prejuízos relativos à biodiversidade, queimadas agravam as emissões de gases de efeito estufa e causam problemas de saúde para a população local (foto: www.redebrasilatual.com.br/reprodução)

A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes completou 30 anos, no dia 12 deste mês de março. Essa modalidade de área protegida, incluída no rol de unidades de conservação, é um dos grandes legados da luta do líder seringueiro, morto em 22 de dezembro de 1988. No entanto, como boa parte da Amazônia brasileira, ela também está em risco em um contexto de aumento da devastação ambiental. Relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)em fevereiro mostra que o Acre, estado em que fica a reserva, foi o segundo da região amazônica com maior aumento de desmatamento em 2019, comparando-se com 2018.


A pesquisa destacou os efeitos das queimadas, que, além dos prejuízos relativos à biodiversidade, agravam as emissões de gases de efeito estufa e causam problemas de saúde para a população local. No ano passado, foram 180.209 ha (1802 km2 ), aproximadamente 80% a mais do que no ano de 2018. Deste total, 14% foram em unidades de conservação. O município de Brasiléia, 5º entre os mais afetados e uma das cidades que abriga parte da Resex Chico Mendes, perdeu uma área de 13.125 ha, com 60% das queimadas ocorridas em unidades de conservação.


Mas quando se fala especificamente da Reserva Extrativista que leva o nome do líder trabalhista, o cenário é ainda pior. O número de queimadas em 2019 cresceu 340% em relação a 2018, passando de 4.958 ha para 16.847 ha, aponta a professora da Universidade Federal do Acre e doutora em Ciências Florestais Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Sonaira Souza da Silva, uma das autoras do estudo. O desmatamento foi de 2.474 ha para 7.541 ha, elevação de 305% de um ano para o outro.


Sonaira também revela outro dado ainda não publicado, a respeito dos ramais abertos em meio a floresta, caminhos feito a partir de outros já existentes. “A Resex tem 1.120 km de ramais visíveis em imagens de satélite Landsat em 2019. Desde o último mapeamento de ramais do governo do Acre, em 2014, a extensão aumentou 203%”, pontua. “Isso é muito para uma reserva extrativista. É como ir de Rio Branco a Cusco (Peru)”, afirma.

Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/

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