Projeto de combate à desertificação obtém reconhecimento nacional


(Foto: www.cbhpiancopiranhasaçu.org.br)

O Piloto de Combate à Desertificação no Seridó, realizado pelo Governo do Estado com recursos do Banco Mundial, começa a receber reconhecimento nacional. O projeto foi um dos 12 selecionados na chamada final do Bota na Mesa, criado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). Em setembro a FGV realizará uma cerimônia para apresentar os selecionados, promover a troca de experiências entre eles e dar visibilidade às ações.


“O reconhecimento das ações do piloto nos coloca um duplo desafio: tornar as iniciativas permanentes nos três municípios contemplados e expandi-las a outros que também sentem os efeitos do processo de desertificação. E isso só será possível se houver uma intervenção articulada e conjunta dos órgãos do Estado, agindo de forma intersetorial”, destaca o secretário de Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro.


Para a gerente executiva, Ana Guedes, que inscreveu o projeto na disputa, a seleção demonstra o reconhecimento de um trabalho árduo. “Trabalhamos com comunidades frágeis, que além de enfrentarem pobreza e dificuldade de acesso a políticas públicas, sofrem com as fragilidades ambientais e sociais. É muito importante esse reconhecimento no nível nacional e que isso nos coloque como modelo a ser adotado por outras comunidades que vivem nas mesmas condições”, afirma.


O Piloto de Combate à Desertificação beneficia 203 agricultores familiares de nove associações comunitárias nos municípios de Parelhas, Equador e Carnaúba dos Dantas. Com investimentos de R$ 2,4 milhões (incluindo a contrapartida das associações), o projeto utiliza tecnologias e aprendizagens de convivência sustentável com o solo desertificado e a escassez de chuvas, com o objetivo de proporcionar segurança alimentar e hídrica, preservando e/ou recuperando o ecossistema da caatinga, degradado pelo mau uso e pela falta de políticas continuadas de conservação. O Piloto combina biodigestores, barragens subterrâneas, reuso de águas servidas, plantio de cactáceas, sistema agroflorestal com poço de abastecimento, quintais produtivos e técnicas de contenção de solo.

Fonte: www.cbhpiancopiranhasaçu.org.br

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