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Projeto da Facisa atua com a soberania alimentar para agricultores


O projeto trabalha com agricultores da região do Trairi. (Foto: Lígia Rejane)

Ana Paula Nóbrega


Promover ações com agricultores, estimular o consumo de alimentos da biodiversidade local e incentivar a soberania alimentar e nutricional. Esses são os principais objetivos do projeto de extensão A biodiversidade alimentar como caminho para a soberania alimentar de agricultores familiares do Semiárido potiguar, da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa/UFRN). Os encontros são realizados mensalmente com agricultores que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica e que são residentes da região do Trairi.


Durante o ano de 2022, com o auxílio de graduandos e docentes do curso de Nutrição da Facisa, o projeto atuou com agricultores de Serra Verde, situado no interior de Lajes Pintadas. As atividades contaram ainda com a parceria do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (Seapac), além do Conselho Comunitário São Francisco, visto que o conselho está situado no município escolhido para as atividades que foram realizadas.


O projeto desenvolve ações com agricultores familiares de uma determinada comunidade rural do Semiárido potiguar. Durante os encontros, foram abordados temas ligados ao conceito da soberania alimentar, direito à alimentação, sistemas alimentares, boas práticas de manipulação de alimentos, além da apresentação de plantas alimentícias não convencionais.


Lígia Rejane, docente de Nutrição da Facisa e uma das coordenadoras do projeto, explica que os encontros se dividem em três etapas. De acordo com ela, a primeira consiste na observação e no diagnóstico situacional, buscando a aproximação com os agricultores. A segunda etapa se relaciona às pesquisas e planejamento das intervenções, com o preparo de receitas e apresentação de materiais didáticos. Já a terceira etapa são os encontros a fim de executar as estratégias de educação alimentar e nutricional com os agricultores.


“Todas as atividades são realizadas de maneira a promover a participação ativa e a construção coletiva, com o intuito de despertar a autonomia dos participantes. A partir das nossas atividades, esperamos sempre promover mobilização social e estimular o pensamento crítico, bem como o apoderamento sobre práticas alimentares saudáveis e sustentáveis a partir do consumo de alimentos da biodiversidade local”, complementa a docente Lígia Rejane.

Para marcar a finalização do projeto, na segunda-feira, 12, aconteceu uma oficina culinária, com a participação de 16 agricultores no Laboratório de Técnica Dietética da Facisa. Durante esse momento, foram desenvolvidas receitas, com utilização, nas preparações, de plantas alimentícias não convencionais, que são plantas que existem no Semiárido potiguar, mas pouco consumidas ou utilizadas.


A coordenadora adjunta do projeto e também docente do curso de Nutrição da Facisa, Catarine Santos, esclarece que essa oficina teve o objetivo principal de estimular o consumo dessas plantas que fazem parte da biodiversidade local. Segundo ela, foram produzidas receitas com algumas espécies como o maracujá do mato, o coco catolé e a coroa de frade, a fim de ofertar uma alternativa para compor uma alimentação mais saudável e mais sustentável.


“No geral, foi um momento super proveitoso, já que teve a participação não só dos agricultores, como também de estudantes voluntários e de bolsistas do projeto. Pudemos ainda reforçar vários conceitos que vimos em nossos encontros, como as estratégias do Guia Alimentar para a População Brasileira”, destaca. Segundo a professora, essa atividade de encerramento promoveu uma aproximação da comunidade com o território, e isso faz cumprir o papel da universidade pública. “A gente mostra para esses agricultores que a universidade é realmente um espaço onde eles podem chegar, que tem esse papel social que é super relevante”, pontua a professora Catarine Silva.
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