Pesquisa aponta Borborema como zona de conservação e descobre quatro raças de milho endêmicas


Milho da Borborema (Foto: www.aspta.org.br)

A pesquisa denominada “Raças de Milho das Terras Baixas da América do Sul”, realizada entre 2017 e 2018, no Brasil e no Uruguai, concluiu que das 15 raças identificadas no nosso país, pelo menos quatro só são encontradas no território da Borborema, Agreste da Paraíba. O estudo foi realizado pelo Interabio – Grupo Interdisciplinar de Estudos da Agrobiodiversidade associado à Universidade de São Paulo – USP e pela Universidade da República do Uruguai, em parceria com a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia e o Polo da Borborema, uma rede de 13 sindicatos de trabalhadores rurais. Atualmente, na região existe uma rede de 62 Bancos de Sementes Comunitários, articulados pela Comissão de Sementes do Polo.


No mês de setembro, os resultados do estudo foram socializados com cerca de 100 representantes dos bancos de sementes da Borborema durante um encontro de guardiãs e guardiões das “Sementes da Paixão”, nome que recebem na Paraíba as sementes crioulas, selecionadas e preservadas pelas famílias agricultoras há várias gerações.


Estiveram à frente do trabalho as pesquisadoras Flaviane Malaquias Costa, do Laboratório de Genética Ecológica de Plantas do Departamento de Genética da USP, e Natália Almeida, professora da Universidade da República do Uruguai. O estudo considera a raça como um indicador de diversidade e a partir da relevância do milho para a humanidade e seus inúmeros usos. A pesquisa teve como objetivos descobrir quais são as raças de milho existentes atualmente, se surgiram novas raças e se regiões como a do Polo podem ser consideradas microcentros de diversidade. O último levantamento sobre raças de milho data do ano 1977 e havia identificado 12 raças de milho e 32 sub-raças no Brasil e regiões adjacentes. Aqui participaram da pesquisa atual os estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Minas Gerais e Paraíba.


Na Paraíba, foram entrevistados 20 guardiões e guardiãs de sementes de sete municípios (Alagoa Nova, Arara, Esperança, Montadas, Queimadas, Remígio e Solânea). Ao todo, 68 variedades foram mapeadas. Destas, 58 foram coletadas e 48 caracterizadas. A pesquisa analisou 17 características principais das espigas e dos grãos, tais como: arranjo e números por fileira, cores, tipos, formatos, comprimento e diâmetro, entre outras. Das 15 raças e suas 359 variedades existentes no Brasil, 68 são encontradas na Borborema.

Matéria completa: https://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10982

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