Organizações reagem à suspensão da fiscalização na Reserva Chico Mendes


Dados do Inpe mostram aumento de 203% no desmatamento na Reserva Chico Mendes este ano, considerando dados até o começo de novembro (Foto: Greenpeace/Divulgação)

Em manifesto publicado ontem, 12 de dezembro, 18 organizações da sociedade civil e oito deputados de oposição protestaram contra a suspensão da fiscalização ambiental na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre. O documento é assinado por organizações como Greenpeace, Conselho Nacional dos Seringueiros, WWF, Instituto Socioambiental (ISA), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Entre os parlamentares signatários, estão deputados de seis siglas: PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB e Rede.


A paralisação da atividade foi determinada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em novembro, após uma reunião com infratores ambientais. Entre eles, participaram do encontro um autor de ameaça de morte a um servidor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um réu condenado por desmatamento e uma fazendeira que instalou um haras dentro de uma unidade de conservação.


Os autores do manifesto chamam a atenção para o problema do desmatamento, que aumentou 203% ao longo deste ano na reserva em questão, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colhidos até início de novembro. Ao todo, foram devastados 74,5 km² de floresta, o que faz do ano de 2019 o período com maior índice da série histórica, iniciada em 2008.


No documento, os signatários criticam ainda a tentativa de redução da área da Resex Chico Mendes, bem como de qualquer outra unidade de conservação (UC). A medida é defendida pelo governo, que, em maio deste ano, anunciou uma revisão nas 334 UCs federais do país. “É algo inédito. Em geral, um ministro do Meio Ambiente defende o meio ambiente e suas unidades de conservação. Inclusive, promove políticas para o desenvolvimento econômico das comunidades, para que elas possam também avançar nas questões sociais e econômicas. Mas a sinalização [do governo] é muito negativa, o que nos preocupa muito”, afirma Maurício Guetta, do ISA.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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