ONU diz que camada de ozônio se recupera até 3% por década


O ozônio presente na atmosfera terrestre protege o planeta da radiação ultravioleta, que pode causar câncer de pele, enfraquecer o sistema imunológico humano e provocar dano às colheitas, entre outros problemas. (Free-Photos/ Pixabay)

A camada de ozônio, proteção da Terra contra os raios ultravioleta provenientes do Sol, está finalmente se recuperando do dano causado por sprays aerossol e refrigeradores. É o que diz um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) publicado na segunda-feira, 5 de novembro. "É uma ótima notícia", disse Paul Newman, um dos autores do estudo e geocientista chefe no Goddard Space Flight Center, da Nasa. "Se as emissões de substâncias nocivas à camada de ozônio tivessem continuado a crescer, estaríamos sentindo efeitos enormes. Nós conseguimos parar isso", disse.


O ozônio presente na atmosfera terrestre protege o planeta da radiação ultravioleta, que pode causar câncer de pele, enfraquecer o sistema imunológico humano e provocar dano às colheitas, entre outros problemas. Produtos químicos do tipo clorofluorcarbono (CFC), que já foram amplamente utilizados na fabricação de ar condicionado, gás de geladeira, aerossóis, espumas plásticas e solventes, são responsáveis pela destruição da camada. Em 1987, quase 200 países assinaram o Tratado de Montreal - compromisso de reduzir gradativamente e, eventualmente, extinguir o uso do CFC. Desde 1999, o composto é banido no Brasil.


Como resultado dessa política, a parte da camada que cobre o hemisfério norte deve se regenerar completamente na década de 2030, enquanto o buraco do hemisfério sul, que cobre a Antártida deve desaparecer por volta dos anos 2060. O estudo foi divulgado em conferência da ONU realizada em Quito.


No final da década de 1990, cerca de 10% na parte superior da camada de ozônio estava deteriorada. Desde 2000, entretanto, a camada tem crescido de 1 a 3% por década, diz o relatório. Neste ano, o buraco sobre o polo sul chegou a medir 24,8 km² - aproximadamente 16% menos do que o recorde de 29,6 km² registrado em 2006. Newman diz que, caso o mundo não tivesse se alertado quanto ao estreitamento da camada de ozônio, ela teria sido destruída em dois terços até 2065.

Fonte: http://domtotal.com

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