ONU alerta que a fome está de volta


(Foto: pixabay.comptphotoscriança)

“Nós os veremos, em breve, aquelas crianças esqueléticas com barriga inchada, olhos sem lágrimas cobertos de moscas e o passo cambaleante. Quem sabe, talvez veremos também o olhar mais atento de um abutre, como em uma famosa e terrível foto de alguns anos atrás. A fome está de volta. Se os primeiros dez anos do novo milênio deixaram vislumbrar o sonho de finalmente ver a humanidade livre da necessidade mais básica, o despertar é como um balde de água gelada. Para eliminar qualquer ilusão, são os dados do Relatório 2018 sobre segurança alimentar e nutrição, editado pela FAO em colaboração com Ifad, Wfp, Unicef e OMS”. A informação é de Giampaolo Cadalanu, publicada por La Repubblica, no dia 11 deste mês, com tradução de Luisa Rabolini.


O documento das agências da ONU deixa pouco espaço para interpretações otimistas. O número de pessoas sem acesso a uma nutrição adequada tem aumentado tanto em percentual como em valor absoluto. Em 2017, eram cerca de 821 milhões, ou seja, 10,9% da população mundial, um ser humano em cada nove. Esta é a confirmação de uma tendência já evidenciada com os dados de 2016, pela primeira vez em "alta" global, após anos de declínio.


Os primeiros a serem afetados, como sempre, são os mais jovens: 151 milhões de crianças menores de cinco anos registram um crescimento irregular e 50 milhões são desnutridas. Os números indicam que a situação mais preocupante é, como sempre, na África subsaariana e nos países mais pobres da Ásia. Mas entre os dados sobre os menores, há também uma referência a 38 milhões de crianças com excesso de peso.


Obviamente não é uma contraposição entre famintos e obesos, mas é o sinal de uma distribuição desigual, injusta e desordenada de recursos. As leis do mercado sozinhas, podemos ler nas entrelinhas, não garantem uma alimentação correta nem para quem tem pouco nem para quem tem algo a mais, mas não tem os instrumentos para administrá-lo. E se orienta para alimentos de baixa qualidade, baratos e cheios de gorduras, com muitas calorias e baixo valor proteico.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

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