“O que posso fazer é cuidar do meu pedaço de chão”


Desde pequeno, Pedro (à dir.) aprendeu a cuidar da terra. Na foto de arquivo está seu pais, Vilmar Lermen (esq); o irmão, Jefferson (no meio) e ele | Foto: Vládia Lima/arquivo DICASA

“Minha relação com o solo é como se fosse algo mais forte… uma missão. A relação é de filho e mãe. A mãe-terra que é mãe de tudo e de todos; a terra que nos alimenta e nos dá tudo. O que posso fazer é cuidar do meu pedaço de chão, mesmo que seja pequeno. Eu não posso mudar o mundo, mas posso mudar o meu espaço”. O sentimento de pertencimento e de cuidado que o agricultor agroflorestal, Tone Cristiano, tem para com a terra é o que alimenta as esperanças no país que mais desmata e extingue espécies ameaçadas. Hoje, o Brasil possui 50 milhões de hectares de terras degradadas, subutilizadas ou abandonadas pelo agronegócio, segundo informações do Observatório do Clima.


O Brasil registra índices recordes de desmatamento e registra as consequências das medidas antiambientalistas do atual governo. No dia 11 de fevereiro deste ano, no 42º dia de mandato de Jair Bolsonaro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a autorização de 57 novos produtos elaborados com agrotóxicos, 12 deles com substâncias altamente tóxicas. Na matéria da Agência Pública, os tóxicos citados são o Imazetapir e o Hexazinona, que tiveram a comercialização reprovada na União Europeia por serem considerados muito tóxicos, assim como o glifosato. Estas substâncias são danosos à saúde humana e ao meio ambiente. Um dos problemas mais comuns é a contaminação do solo, de lençóis freáticos e de rios e lagos.


Esta foi apenas uma das tantas decisões perversas tomadas nestes 100 primeiros dias de governo, que comprometem os solos, as águas e a biodiversidade brasileira. Na gestão do Ministro Ricardo Salles, a Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas foi extinta, houve a exoneração coletiva de 21 dos 27 superintendentes regionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama); além do congelamento da aplicação de R$ 1 bilhão, oriundo de multas aplicadas pelo Ibama, que seriam utilizados em 34 projetos de recuperação das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba.

Fonte: www.asabrasil.org.br

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