Liberação de pesticidas preocupa apicultores gaúchos


A liberação de novos pesticidas é defendida pelo governo como forma de aumentar a produtividade da agricultura do país (Foto: Pixabay)

Com 35 anos de vivência como criador de abelhas, Salvador Gonçalves da Silva teme que seu trabalho como produtor de mel no Rio Grande do Sul chegará ao fim em breve se o uso de pesticidas nas plantações próximas continuar no ritmo atual. Ele está entre um grupo de apicultores do Estado que perdeu pelo menos 360 milhões de abelhas entre o fim do ano passado e o começo deste ano devido ao uso de agrotóxicos, segundo análise da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "É bastante preocupante, porque com essa quantidade de agrotóxicos que o governo federal libera lá em cima, tem liberado nos últimos tempos, vai para um ponto assim que nós não vamos ter mais (abelhas)", disse o apicultor.


Desde janeiro de 2019, o governo do presidente Jair Bolsonaro aprovou 410 novos agrotóxicos, elevando para 2.476 o total comercializado no país, de acordo com levantamento feito pela Agência Pública e o Repórter Brasil com base em dados publicados pelo governo no Diário Oficial da União. Os números são divulgados no Twitter na conta "Robotox", criada para informar sobre "todos os novos produtos agrotóxicos que forem liberados no mercado brasileiro", segundo a descrição do perfil. A liberação de novos pesticidas é defendida pelo governo como forma de aumentar a produtividade da agricultura do país, que é um grande exportador commodities agrícolas.

Fonte: www.domtotal.com

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