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Intercâmbio Rural une caminhos entre as famílias campesinas do Seridó e Trairi

Atualizado: 26 de ago. de 2023

A equipe do Seapac realizou atividade para estimular a agroecologia nas comunidades rurais da região e também para apresentar as tecnologias sociais implementadas em Lajes Pintadas (RN).


Intercâmbio rural na comunidade do Catolé em Lajes Pintadas/RN. (FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

Caio Barbosa - Assessoria de Comunicação do SEAPAC Lajes Pintadas | Rio Grande do Norte


Na manhã desta quinta-feira (24), mais de 20 famílias campesinas do Seridó Potiguar convergiram em um cenário de aprendizado e partilha. Sob o acolhimento do Seapac, o "Intercâmbio Rural" desdobrou-se na comunidade do Catolé em Lajes Pintadas. Com um encontro que transcendeu fronteiras, as vozes da agroecologia se entrelaçaram com as mãos calejadas daqueles que cultivam a terra. O Seapac, orquestrador desta experiência, promoveu um encontro que estimulou a troca de saberes e experiências em torno das tecnologias sociais e da agroecologia.


A atividade começou com um café camponês realizado no lar de Rita e Luiz, a varanda da casa se transformou em uma mesa festiva, repleta de alimentos do quintal agroecológico da família. Mais do que alimentar o corpo, o café camponês (preparado com biogás) alimentou a imaginação de todos os presentes. Enquanto os aromas dançavam pelo ar, o casal conduziu as famílias do Seridó para um mundo à parte: o quintal produtivo agroecológico. Lá os participantes puderam conhecer o biodigestor e o sistema de reuso de águas implementados no quintal por meio dos projetos do Seapac.


Apresentação do biodigestor e suas funcionalidades que contribuem para agricultura familiar. (FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

Hoje, o lar desta família é um verdadeiro território de transformações. Em sua unidade de produção familiar, quatro tecnologias sociais estão firmemente estabelecidas. O biodigestor, o sistema de reuso de água, as cisternas de primeira e segunda água (P1MC e P1+2), trazendo ares de inovação para UPF. A sinergia entre essas tecnologias, engenhosamente orientada pela expertise do Seapac, desencadeia uma revolução silenciosa na forma como a agroecologia é percebida no território. Cada passo é um tributo à segurança alimentar e hídrica, além de colaborar no saneamento rural da residência e da comunidade.


Após essa visita inicial, os participantes do intercâmbio se lançaram em uma jornada pela agroecologia. Na Casa de Sementes da Associação do Catolé e Cabaceiras, o foco se voltou para a agricultora Lindomar Cavalcante, carinhosamente conhecida como Linda. Com um fogo brilhante nos olhos, Linda revelou os pilares de um projeto que ecoa esperança em cada semente. Linda explicou que hoje os associados já não precisam mais das sementes disponibilizadas pelo governo

“hoje o agricultor aqui do Catolé tem uma grande variedade de sementes crioulas. E a gente incentiva cada vez mais o uso dessas sementes. Estamos conseguindo ter uma melhor colheita e sem usar veneno”.


As sementes crioulas, como guardiãs da segurança alimentar, cintilam como Soberania para as comunidades e famílias campesinas. Nas suas raízes, não há espaço para o veneno dos agrotóxicos, e a dependência das sementes transgênicas do governo se tornam cada vez mais dispensáveis. Com frequência da entrega tardia e às vezes inutilizáveis, essas sementes do governo frequentemente deixam as famílias desamparadas. A visita à Casa de Sementes ressoou como um gesto de esperança: cada família de Currais Novos recebeu um conjunto de sementes crioulas, um legado de multiplicação da agroecologia que inclui feijão, milho, gergelim e outras variedades.


Continuando a jornada do intercâmbio, a próxima parada foi na Unidade de Produção Familiar de Seu Antônio e Dona Solange, precedida por um almoço agroecológico - preparado com o biogás - que acolheu os visitantes com o calor de sabores autênticos do quintal da família. Antônio, logo após o almoço, levou os participantes para conhecer o sistema de reuso, um testemunho vivo da parceria com o Seapac, que ecoou o compromisso com a sustentabilidade hídrica na residência. As famílias participantes ainda receberam uma lembrança da família anfitriã, elas puderam colher com as próprias mãos folhas de couve agroecológico, sem nenhuma gota de veneno.



As famílias de Currais Novos fazem parte das comunidades de Santo André, São Rafael e Poço da Serra. Elas estão recebendo o acompanhamento técnico do Seapac na região do Seridó, passando pelo processo de transição agroecológica e logo irão receber as tecnologias sociais de reuso de água e do biodigestor.




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