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Intercâmbio Rural: agricultura familiar e reúso de águas como fonte de esperança no Seridó potiguar

Atualizado: 5 de mar.

Agricultoras e agricultores da região do Seridó foram até o Alto Oeste potiguar para conhecer as experiências das famílias locais que usam as tecnologias sociais e a agroecologia para produção de alimentos em suas propriedades.



Caio Barbosa - Assessoria de Comunicação SEAPAC Encanto | Rio Grande do Norte

Na última quinta-feira de fevereiro (29), mais de 60 famílias da agricultura familiar dos municípios de Caicó, Cruzeta e Currais Novos acordaram bem cedo para pegar a estrada rumo ao Intercâmbio Rural promovido pelo Seapac na zona rural do município de Encanto (RN). O intercâmbio tinha o objetivo de mostrar às famílias participantes dos projetos “Semeando Esperança no Seridó potiguar” e do programa trienal da Misereor o funcionamento total dos sistemas de reúso de águas cinza e o acompanhamento agroecológico realizado pela equipe do Seapac junto as família do município de Encanto. O projeto desenvolvido no Seridó é semelhante ao já executado no Alto Oeste, no qual é feita a integração da tecnologia social com as práticas de agroecologia para possibilitar a produção de alimentos para os animais como palma e forrageiras.


Durante a manhã e após a longa viagem, as famílias tiveram a oportunidade de conhecer três unidades de produção familiar (UPFs) acompanhadas pelo Seapac na região de Encanto. A primeira família anfitriã foi a de Dona Alzira e Seu Fransquim, eles receberam as famílias do Seridó na varanda de sua casa, e após uma calorosa recepção, todos foram até o quintal verificar a consórcio de palma com moringa que usa a irrigação do sistema de reúso de águas cinza. Essa experiência da família começou sem o acompanhamento do Seapac, por meio da curiosidade de Seu Fransquim que ficou sabendo do trabalho da instituição na região, e ele mesmo, por incidência e observações dos outros quintais, começou seu plantio.



Logo em seguida, o trabalho do Seapac chegou até a unidade de produção da família, além da assistência técnica houve a implementação das tecnologias sociais. Hoje a família é acompanhada e conta com o reúso de águas cinza e o biodigestor, tecnologias que ajudaram a ampliar as áreas de produção de alimento tanto para a família como para os animais. Além disso, o biodigestor já fornece gás de cozinha a mais de 2 meses consecutivos para a família, isso ajuda na geração de renda e na autonomia energética.


Após a primeira visita, às famílias do Seridó caminharam até a casa de Jânio e Dona Elisângela, a segunda família anfitriã compartilhou um pouco das experiências promovidas em seu quintal. Hoje a família conta com uma área de produção consorciada de palma com moringa e gliricídia, essa produção foi possível a partir da implementação do sistema de reúso de águas cinza. Além dessa tecnologia, a família de Jânio hoje conta com o biodigestor e também com o secador solar - uma novidade para todos do intercâmbio. Durante a visita os participantes tiveram a oportunidade de entender a funcionalidade e a facilidade para a secagem de alimentos, visando para estocar para o período da seca.



O intercâmbio rural teve como terceiro destino, a casa de Dona Maria Rosa e Seu Zé Rosa, família acompanhada por muitos anos pelo Seapac e que realizam o plantio do de palma com moringa e leucena em sequeiro. A área da família era totalmente degradada onde não nascia nem mato, sem contar no declive do terreno que ajudava no aumento de erosões. Porém, hoje é uma área consolidada de plantio, no qual a família é semeadora de mais de 3 mil palmas anuais. Após todo um trabalho de recuperação do solo por meio das práticas e técnicas da agroecologia, a família se tornou uma referência na região e são multiplicadores dessa experiência.



Esse encontro entre as famílias acompanhadas do Seridó com as do Alto Oeste foi fundamental para socializar e compartilhar as experiências e saberes adquiridos com o uso da tecnologia social e o acompanhamento agroecológico. O projeto “Semeando Esperança no Seridó potiguar” é apoiado pelo Banco do Nordeste e irá implementar 30 sistemas de reúso de águas cinza nos municípios de Caicó, Cruzeta e Currais Novos para a irrigação e produção agroecológica de forragem.


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