Famílias rurais do Semiárido começam a se distanciar da fome


Rosilene, de Varzelândia (Foto, Nilmar Lage/Arquivo Asacom)

A diferença é visível, principalmente nos pratos de comida. Eles passaram a ter ingredientes diferentes daqueles de costume, e fresquinhos porque são colhidos no quintal de casa e cultivados sem veneno. As cores e os sabores se diversificam nas refeições de quem sobrevivia com pouco e onde a fome espreitava bem de perto. Uma pequena parcela de famílias rurais do Semiárido brasileiro - 2.370 - em situação de pobreza ou extrema pobreza foi acompanhada por dois anos por uma assessoria técnica agroecológica, conquistaram tecnologias para guardar água das chuvas para o plantio ou criação animal e receberam R$ 3 mil para investir na sua atividade produtiva da forma como desejasse.


De uma situação de insegurança alimentar, essas famílias comemoram a chegada de condições mínimas para se manterem em suas terras, cultivá-las e colherem seus próprios alimentos. Os resultados apareceram em tempo curto. Bastaram dois anos para mudanças significativas na vida das famílias se tornarem realidade festejada. Tem família que está produzindo em quantidade que dá até para doar, trocar ou vender. Há relatos de economia por não carecer comprar tudo que antes era necessário.


Este é um dos resultados da junção de duas políticas públicas essenciais - acesso à água para produção e fomento - por meio do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido (ASA). Para avaliar esta etapa do programa, a ASA reúne, de 3 a 5 deste mês de março, representantes das organizações da rede que executaram o programa e das instituições financiadoras desta ação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e do Ministério da Cidadania (MC). O encontro acontece em Camaragibe, na região metropolitana do Recife.


Segundo Jandira Lopes, da coordenação da Acefarca, organização da ASA que atua no oeste da Bahia, este projeto trouxe como resultado concreto a melhoria da qualidade de vida das famílias a partir da mudança na alimentação e também nas relações familiares, com o empoderamento das mulheres. "Percebemos uma melhoria na autoestima em todas as 70 famílias que acompanhamos nos municípios de Tabocas e Brejolândia. O fato deles desenvolverem os projetos, pensarem e projetarem como usar o recurso foi uma experiência muito interessante. A quantia de R$ 3 mil é pouco, mas trouxe muita vontade de aplicá-la naquilo que a família precisava e não tinha condições. A gene viu muito o brilho nos olhos das mulheres por estarem conseguindo implementar algo que sonhavam", assegura Jandira.

Fonte: www.asabrasil.org.br

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