Famílias de Barra de Santana entregam documento reivindicatório à Governadora


Um apelo à governadora (Foto cedida)

“Pela defesa da obra física, ambiental, social e humana da Barragem de Oiticica” é o título do documento reivindicatório do Movimento dos Atingidos e Atingidas pelas obras da Barragem de Oiticica, alicerçado nesta frase de Dom Hélder Câmara: “Quando os problemas se tornam absurdos, os desafios se tornam apaixonantes”.


A Governadora na Igreja de Santana, com as famílias (Foto cedida)

Em seguida, o Movimento realça a importância da obra, ao afirmar: “A construção da barragem de Oiticica será uma redenção para o desenvolvimento sustentável solidário do Seridó potiguar e uma segurança hídrica para enfrentar os longos períodos de estiagem (seca) na região. As oportunidades desta obra são inúmeras e diversificadas. Somos a favor da construção da barragem, pela segurança hídrica e os benefícios sociais e econômicos que trará para a região. Porém, somos contra qualquer injustiça e desrespeito aos direitos dos atingido/as pela construção da barragem”.


O documento tece considerações sobre as relações entre o Movimento e os poderes, ao afirmar: “A quebra dos compromissos assumidos pelos últimos dois governos do Estado/RN fragilizou as relações entre governo e o movimento dos atingidos pela construção da barragem. Os governos abdicaram de suas responsabilidades e ignoraram prazos e compromissos assumidos. Já o movimento, cumpriu fielmente o acordo extrajudicial formulado pelas partes. Esperamos e confiamos que os acordos com o governo de Vossa Excelência tenham outro comportamento e cumpra os acordos firmados com o movimento”.


Outro momento da audiência (Foto cedida)

Após esta e outras considerações, o Movimento elenca 10 reivindicações: a) Retomada de imediato das obras da Nova Barra de Santana, levando em consideração as sugestões: 1) A primeira ação deve ser a conclusão, entrega e funcionamento do cemitério; 2) Construção das cinco tipologias de casas; 3) Cumprir integralmente com as recomendações técnicas do laudo pericial do Ministério Público Federal, por ocasião do desabamento de parte das estruturas de 38 casas, em 2018, em decorrência das chuvas e ventos fortes; 4) Disponibilidade de 22 milhões de reais dos 46 disponíveis para a nova Barra de Santana; 5) Sugerimos que o governo do Estado contrate, de forma emergencial e imediata, o consórcio EIT/ENCALSO que já atua na obra física da barragem para assumir as obras da Nova Barra de Santana; 6) Que a Nova Barra de Santana seja entregue à comunidade e inaugurada em 26.07.2020, dia de Santana, padroeira da comunidade;


b) Desapropriação imediata das 03 propriedades para reassentamento das 112 famílias sem-terra, em 03 agrovilas distintas, começando por Jucurutu, São Fernando e Jardim de Piranhas. Que sejam garantidos 12 milhões, dos 46 disponíveis, para implantação das 03 agrovilas;

c) Indenizações imediatas das 34 casas da atual barra de Santana, que não serão permutadas, com os recursos dos 46 milhões disponíveis;


d) Disponibilidade pelo governo de terrenos na primeira etapa de implantação do partido urbanístico da Nova Barra de Santana, para as famílias que residem na comunidade e não possuem moradia e, também, nos sete hectares de terras para expansão da nova comunidade. As famílias sem teto serão selecionadas de acordo com critérios estabelecidos e sem privilégios de nenhuma natureza pela comissão do acordo extrajudicial;

e) Indenização imediata do terreno para construção da estação de tratamento de esgotos (0,6 ha) da nova barra de Santana;


f) Emissão imediata no decreto na nova poligonal da barragem de Oiticica;


g) Atendimento pela SEMARH de todas as condicionantes do IPHAN e IDEMA para a construção, urgente, dos 130 Km da estrada de contorno, das 03 agrovilas e supressão vegetal de 6 mil hectares. Que a madeira (lenha, estacas e mourões) proveniente da supressão vegetal nas propriedades que foram concedidas Servidões Administrativas sejam disponibilizados para seus proprietários sem exigências de recompensas de qualquer natureza;


h) Que na nova programação do complexo Barragem de Oiticica, com solicitação de aditamento de prazo e suplementação financeira ao governo federal para indenizações de aproximadamente 800ha de terra e 90 edificações ampliados pela nova poligonal, plano de gestão e resgate e imagens tridimensionais, seja incluído o asfaltamento da estrada carroçável entre a Nova Barra de Santana e a RN 118;


i) Que seja agilizada, em tempo recorde, a lei de intervenção do Estado na propriedade privada, em casos de desapropriações de barramentos hídricos, considerando os aspectos do tecido social integrado, da dignidade humana, permutas e indenizações urbanas. Que sejam priorizadas as permutas mistas/indenizações dos comerciantes, serviços e indústria para possibilitar que eles possam iniciar suas construções antes da conclusão da nova barra de Santana; e j) Garantia orçamentária para recuperação, calçamento, ligação à rede de saneamento e energia elétrica para as 41 casas de inquilinos já construídas pela CEHAB, nos terrenos da primeira etapa do partido urbanístico da Nova Barra de Santana, as quais estão fora do orçamento e contrato da empresa.


O documento é concluído com o lema do Movimento: “Barragem Oiticica sim! Injustiças não! Direitos já! No Ponta Pé não Sairemos” e com a assinatura dos coordenadores.

Outros momentos (Fotos cedidas):


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