Embrapa e ASA lançam projeto de conservação das sementes crioulas


As sementes crioulas do Semiárido ganharão outro nível de proteção (Foto: Hugo de Lima/Asacom)

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) lançaram o primeiro projeto em parceria, denominado “Agrobiodiversidade no Semiárido”, na manhã de hoje, 19 de agosto no Hotel Petrolina Palace, em Petrolina-PE. O projeto visa ampliar a proteção às sementes crioulas da região e inseri-las nas políticas públicas de sementes. O projeto integra uma iniciativa mais ampla da Embrapa, o programa Inova Social, que tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e a parceria de várias organizações da sociedade civil. Como o nome anuncia, o projeto Agrobiodiversidade no Semiárido vai ser realizado na parte do Brasil mais afetada pelas mudanças climáticas, que tornam os eventos naturais mais extremos, como secas mais longas e severas e chuvas mais intensas e concentradas, causando inundações e alagamentos. E as mudanças climáticas são um dos maiores desafios da produção de alimentos no mundo.


Nesse contexto, as espécies de sementes já adaptadas às regiões semiáridas e áridas do mundo têm sido altamente valorizadas pela ciência, que quer estudar suas dinâmicas e características. "De grão, como são consideradas no Brasil, elas passam a ser consideradas sementes de excelência”, afirma Antônio Barbosa, coordenador dos programas de sementes crioulas e de promoção ao acesso à água para a produção de alimentos da ASA. E isso confere a elas o título não só de patrimônio genético dos agricultores e agricultoras familiares e do Semiárido, mas também do Brasil e do mundo.


O projeto Agrobiodiversidade no Semiárido trata-se de uma ação em rede, que acontecerá simultaneamente em sete territórios espalhados em cinco estados do Nordeste - Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Piauí. A iniciativa é realizada após o Programa de Manejo da Agrobiodiversidade – Sementes do Semiárido da ASA, com parceria do BNDES e do Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que virou Ministério da Cidadania. Segundo Barbosa, o Inova pode ser considerado um passo além do Sementes do Semiárido. "Já passamos pelo momento de olhar para os materiais [genéticos], de sistematizar a importância das sementes dos agricultores e agricultoras, de formar grupos comunitários e formar as casas e bancos comunitários de sementes. Agora, nós estamos dando um passo à frente”, explica Barbosa.

Matéria completa: https://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10949

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