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Diagnóstico Socioeconômico: um olhar a partir da vivência com as famílias acompanhadas pelo Seapac


Amanda Carla Silva Cavalcanti - Assistente Social do SEAPAC*

Este artigo surgiu a partir das vivências como Assistente Social no Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), ao percorrer os territórios de atuação nas regiões do Trairi, Alto Oeste e Seridó. Seu principal objetivo é expor os resultados de um diagnóstico socioeconômico das famílias que são acompanhadas na zona rural desse serviço.


De partida, foi necessário refletir sobre questões importantes para compor o diagnóstico. A partir disso, foi criado um questionário socioeconômico contendo um conjunto de perguntas para contemplar as principais demandas do levantamento de dados.


O diagnóstico socioeconômico se torna uma ferramenta fundamental para abordar estudos socioeconômicos, pois no âmbito do serviço social, são instrumentos que dão suporte para beneficiar determinados grupos, para fins de acesso a serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e/ou outras entidades, interpretando a subjetividade de determinada realidade social, além da produção de documentos, como informes e relatórios, que podem subsidiar outras instâncias de planejamento, gestão e formulação de políticas sociais (MIOTO, 2009).


Nessa perspectiva, e com o objetivo de melhor identificar os usuários acompanhados no Seapac, o serviço social buscou atingir duas questões importantes, se aproximar da realidade

social e econômica dessas famílias e traçar um perfil, que propicie respostas ou indicadores significativos para um maior conhecimento e interpretação da realidade in loco.


Como metodologia foi utilizado um questionário semiestruturado contendo perguntas abertas e fechadas referentes ao acesso ou ausência dele no que tange a atualização dos documentos pessoais, estado civil, se havia algum tipo de deficiência, raça, pertencimento étnico cultural, religião, identidade de gênero, orientação sexual, quantidade de pessoas na mesma residência e qual vínculo direto com o tipo de domicílio (próprio, alugado, cedido, financiado, posse, espólio – no campo ou na zona urbana), renda individual e familiar, integrante da família que gerencia a renda, composição familiar, atualização do cadastro único e o tipo de benefício que a família recebe.


Além disso, ainda foi questionado sobre o dispositivo de saúde ou da assistência social que a família é acompanhada, grau de escolaridade, tipo de atividade laboral que exerce, tipos de doença, se há pessoas idosas, participação em reuniões vinculadas ao sindicato, associação, cooperativa, fórum ou algum tipo de conselho, e se é associado a algum desses, quais são as instituições (escola, UBS, saneamento básico rural, coleta de lixo, igrejas, conselho comunitário) presentes em cada comunidade, atualização da caderneta de vacina, canal de comunicação usado para acessar notícias/informações, tipo e frequência do acesso à internet, formato de comunicação de preferência e os meios de comunicação que as famílias mais gostam de acessar no dia a dia.


Os cenários que abarcaram as visitas domiciliares foram as cidades de Pau dos Ferros, Encanto, São Miguel, Coronel João Pessoa, Doutor Severiano e Venha-Ver, situado no Alto Oeste potiguar, Lajes Pintadas, na região do Trairi e Currais Novos, no Seridó. Nessa direção, 146 famílias foram entrevistadas, sendo 69 no Trairi, 57 no alto oeste e 20 no Seridó, no período equivalente a outubro de 2022 a junho de 2023. Posto isso, foi necessário compreender melhor quem são os usuários acompanhados no trienal 2022-2025 do Seapac.


Faça a leitura completa do Artigo aqui neste link: clique aqui e acesse o PDF


*AMANDA CAVALCANTI - ASSISTENTE SOCIAL DO SEAPAC

GRADUADA EM SERVIÇO SOCIAL E MESTRA EM SAÚDE COLETIVA COM ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE MENTAL.

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