Composto do Agente Laranja começa a contaminar Mato Grosso


Produtores de soja e milho transgênicos na Bacia do Juruena substituem glifosato pelo herbicida 2,4-D, que deve ter seu uso quintuplicado nos próximos anos. Após reinado absoluto do glifosato na agricultura nacional, as pragas criaram resistência e seguem agindo nas lavouras. Por conta disso, fazendeiros do Mato Grosso iniciaram a migração de agrotóxico e estão utilizando o herbicida 2,4-D em plantações de soja e milho, realidade constatada nos municípios de Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio, na Bacia do Juruena, oeste do estado, por uma pesquisa do Núcleo de Estudos Ambientais e de Saúde do Trabalhador (Neast), vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).


O herbicida era o principal composto do Agente Laranja – arma química de destruição em massa utilizada pelos EUA na guerra do Vietnã. Cancerígeno, é um desregulador endócrino que afeta a produção de hormônios. É proibido na Dinamarca, Suécia, Noruega, em quatro estados canadenses, várias províncias da África do Sul e em diversos municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, como aponta um parecer técnico – sobre riscos à saúde humana e animal – enviado para o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2014.


Entre os sintomas pelo contato com o agrotóxico estão: perda de apetite, irritação da pele exposta, vômitos, enjoo, dores torácicas e abdominais, irritação do trato gastrointestinal, contração e fraqueza muscular, confusão mental, convulsões e coma. Mesmo assim, variedades de soja e milho transgênicos resistentes ao 2,4-D foram liberados pelo governo em 2015.

Com o financiamento e colaboração do Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso, o estudo “Processo sócio-sanitário-ambiental da poluição por agrotóxicos na bacia dos Rios Juruena, Tapajós e Amazonas em Mato Grosso, Brasil” foi publicado em março de 2018. Ele projeta um aumento de no mínimo cinco vezes na pulverização por 2,4-D ao se verificar o uso atual de glisofato.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br

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