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Agroecologia: uma estratégia para a convivência no semiárido potiguar

Atualizado: 5 de jul. de 2023

A equipe do Seapac realizou o monitoramento das suas ações e o impacto das tecnologias sociais implementadas no estado.


Visita de monitoramento das ações do Seapac na região do Trairi. (FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

CAIO BARBOSA | ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - SEAPAC

Natal | Rio Grande do Norte


As famílias campesinas acompanhadas pelos projetos do Seapac nas regiões do Trairi e Alto Oeste, receberam a equipe técnica da entidade, que realizou as “visitas de monitoramento e avaliação” das ações e atividades desempenhadas no triênio institucional. Foram visitadas aproximadamente 34 famílias que estão em níveis iniciais, intermediários ou avançados no processo de integração das tecnologias sociais com os quintais de produção agroecologia, uma estratégia do Seapac com objetivo de melhorar a convivência com o semiárido.


Foram mais de 10 dias de visitas passando por 08 municípios do estado, coletando informações e histórias, que servem de amostragem da imensa diversidade que existe no semiárido potiguar, bem como, as inúmeras dificuldades vividas pelas famílias das zonas rurais. Durante as visitas a engenheira agrônoma do Seapac, Marilene Moura, conheceu os quintais produtivos das famílias acompanhadas, no qual pode verificar in loco a diversidade de alimentos que são gerados pelas famílias a partir da implementação das tecnologias sociais e também do acompanhamento técnico voltado para agroecologia.

(FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

Segundo Marilene, é visível a mudança no dia a dia das famílias que estão no processo de produção por meio da agroecologia

“mesmo que as famílias não tenham a compreensão técnica da palavra, que é normal, é nítido que eles estão agindo e fazendo na prática. É possível notar no trabalho das famílias as etapas produtivas que contribuem para a segurança alimentar” afirma Marilene.

A diversidade de alimentos, é algo que marcou Verônica de Barros, beletrista e assistente de apoio do Seapac, ela também participou das visitas de monitoramento e achou impressionante a diversidade de frutas e hortaliças que existem no Alto Oeste, e como as famílias no Trairi cuidam da água, como se fosse um membro familiar.


“Ao conversar com as famílias é notável que elas compreendem o antes e o depois do Seapac em suas vidas. Elas hoje relatam, por exemplo, que a cisterna é uma mãe para elas”, comenta Verônica, ao analisar os impactos das tecnologias sociais implementadas pelo Seapac.
(FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

Agroecologia e tecnologias sociais no semiárido

Durante os seus 30 anos de trabalho, o Seapac tem estimulado a agroecologia por todo Rio Grande do Norte, sendo um dos principais eixos de atuação da organização junto às famílias que estão em situação de vulnerabilidade social nas zonas rurais. O estímulo e acompanhamento para a produção de alimentos saudáveis é uma estratégia para uma melhor convivência das famílias no semiárido potiguar.


O Seapac neste último trienal vem desempenhando um trabalho de acompanhamento direto a mais de 150 famílias das zonas rurais do Trairi, Seridó e Alto Oeste Potiguar. As ações da instituição em conjunto com os grupos atendidos vão desde a construção de tecnologias sociais, assistência técnica em agroecologia e acompanhamentos sociojurídicos das associações e conselhos de base comunitária nas regiões.

(FOTO: Caio Barbosa - SEAPAC)

Nesse triênio institucional estão sendo construídas mais de 400 tecnologias sociais pelo Seapac nas três regiões de atuação no semiárido. São tecnologias como: o reuso de águas que contribui no saneamento rural; o biodigestor que por meio do aproveitamento das fezes animais, gera o biogás; além das cisternas de primeira e segunda água - o Seapac implementou recentemente 197 cisternas do P1MC no Seridó.


As tecnologias sociais integradas a teoria e prática da agroecologia é um caminho para o fortalecimento da agricultura familiar no estado, que sofre com as oscilações climáticas decorrentes do território. Diante disso, Marilene Moura avalia

“a viabilidade da agricultura familiar por meio das tecnologias sociais, é muito viável no semiárido, e o trabalho do Seapac tem mostrado isso e garantido uma melhoria na qualidade de vida das famílias campesinas”.


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