Agricultura familiar garante alimento saudável e movimento a economia no Brasil


Agricultor cultivando a roça (Foto: Peter Caton - acervo do ISPN)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou, na semana passada, a Década da Agricultura Familiar. A iniciativa mostra cada vez mais a importância dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais na garantia da segurança alimentar e da geração de renda no campo, contribuindo para o combate à fome até 2030. Desta vez, a ação ressalta o papel fundamental dos agricultores familiares no cumprimento das estratégias que fazem parte do segundo Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Estruturado em sete eixos, o plano da Década propõe criar um ambiente político propício para fortalecer a agricultura familiar; apoiar os jovens; fomentar a igualdade de gênero; impulsionar as organizações de produtores; melhorar sua inclusão e resiliência; conseguir sustentabilidade; e inovar em favor do desenvolvimento territorial. Ao mesmo tempo, a agricultura familiar tem sido a força motriz no fomento à soberania alimentar e à promoção de frentes de trabalhos nos municípios brasileiros. Segundo o último Censo Agropecuário (2017), a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do país e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo.


Os números mostram que os trabalhadores e as trabalhadoras rurais geram um faturamento significativo anual na economia brasileira. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em 2018 o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) movimentou 1,2 milhões de contratos no valor de R$ 23,5 bilhões. Em 2019, até abril, foram 319,3 mil contratos no valor de R$ 5,4 bilhões.


Em relação ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), a Contag aponta que, em 2017, foram adquiridos 3,67 bilhões de alimentos pelo programa. Destes, R$ 843,1 milhões são oriundos da agricultura familiar, o que representa 23% do total. É a agricultura familiar que garante e oferece uma alimentação saudável na merenda escolar nos milhares de municípios do país.


O Censo Agropecuário ainda identifica que a agricultura familiar produz 70% do feijão nacional, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do trigo. O setor também é responsável por 60% da produção de leite e por 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos.

Fonte: http://ispn.org.br

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