A agroecologia promove revolução unindo o saber popular e a ciência


Momento do 1º Terreira da Inovação, no V ENAE (Foto: João Marcos)

O V Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores do Semiárido (V ENAE) teve como tema ‘Diálogo entre a Sabedoria Popular e a Ciência para a Construção dos Conhecimentos para a Convivência com o Semiárido’. O evento promoveu vários momentos de troca de saberes, entre os quais 1º Terreiro de Inovação Camponesa. O objetivo foi promover a troca de conhecimentos e o diálogo entre o saber popular e científico. Dentro do terreiro foram apresentadas cerca de 30 inovações, das quais 22 são protagonizadas por mulheres, reafirmando o importante papel que elas assumem no protagonismo das iniciativas de convivência com o semiárido.


Um dos agricultores experimentadores paraibanos destaca a importância da troca de saberes. “Aqui neste terreiro a gente enxerga a maior revolução da história da humanidade que é a domesticação das plantas e animais, feita pela agricultura familiar, mas nos últimos 100 anos a ciência tentou esconder essa revolução. Agora a agroecológica faz uma nova revolução unindo o saber popular a ciência”, afirma Euzébio Cavalcanti, agricultor experimentador da Paraíba.


A diversidade de inovações movimentou e animou o terreiro, com experiências de sementes crioulas, plantas medicinais, beneficiamento de plantas da Caatinga, extração de óleos, quintais produtivos. Algumas dessas experiências foram construídas através da união do saber popular e da ciência, como a caderneta agroecológica, instrumento construído para anotar a produção dos quintais, normalmente de responsabilidade das mulheres.


Nem sempre sua produção das mulheres é reconhecida e a caderneta ajuda a visibilizar e valorizar essa produção. “Eu nem imaginava que tirava tanto de meu quintal. Na caderneta agroecológica a gente anota o que comeu, deu e vendeu. Foi aí que descobri que a agroecologia dá certo. Depois desse trabalho com a caderneta, as mulheres de minha comunidade passaram a produzir nos seus quintais e anotar o que produzem, eu convenci pelo exemplo”, afirma a agricultora Maria de Fátima do município de Itapipoca-CE.

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