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“A água, o vento e a energia são dos povos, e para eles devem voltar”

Essa foi uma das frases que Miquelina, natural de Galos, região norte do Estado, iniciou sua fala na audiência pública popular. "Impactos das Energias Renováveis nos Territórios do Rio Grande do Norte".

Na mesa da Audiência Publica Popular, Miquelina. (Crédito: Marina Layssi)


Marina Layssi - Assessoria de Comunicação | SEAPAC Natal | Rio Grande do Norte


Organizado pelo MAR - Movimento dos Atingidos pelas Renováveis, o encontro aconteceu na tarde de 06 de junho de 2024, no auditório do Instituto Ágora, no campus central da UFRN. O encontro reuniu mais de 100 pessoas, que se juntaram em apoio às que são atingidas pelas renováveis, também estudantes e representantes do governo federal e público geral interessado. Aqui, se clamou por menos violência territorial, menos desmatamento, e por novas possibilidades de localidade dos parques de energias fotovoltaicas e eólicas. Pois da forma que está sendo feito, essa produção de energia centralizada, o socioambiental e o arqueológico estão ameaçados, ignorados e violentados.

“Como é possível nossos territórios tão ricos e nosso povo em tanta fragilidade?”. Essa também foi uma frase dita por Miquelina, que fortemente nos compartilhou sua realidade depois dos impactos da instalação de torres eólicas em Galos, primeiro local instalado no RN, a uma década.

A forma que esses grandes empreendimentos, geralmente estrangeiros, são licenciados é de modo simplificado. As empresas, por essa simplicidade, não precisam entregar um estudo de impactos ambientais e nem respeitar a legislação vigente, o que violenta totalmente as terras e os povos que ali vivem e já viveram.

Na mesa da Audiência Publica Popular, Dilei e procuradores. (Crédito: Marina Layssi)

Dilei, que veio da Paraíba, disse que “Conhecer também é resolver”. Por isso, que audiências como essas são importantes para o avanço acerca da realidade vivenciada por pessoas atingidas pelas renováveis. Apesar de uma equipe do Governo Federal na audiência, eles estavam ali como ouvintes, fazendo um papel de diálogo. Uma das cobranças feitas por aqueles que estavam ali, é que nos próximos diálogos e visitas do governo federal, se faça presente a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para que conheça e possa resolver a situação que essas famílias passam.


Uma das representantes do governo federal na comitiva da "Mesa de Diálogos" disse: "nem uma árvore a menos na Caatinga!”, parece de certo modo, que ela não conhece a realidade de desmatamento vivida e sentida no interior do Estado, depois do descaso que está sendo feita as instalações desses parques eólicos e fotovoltaicos.

Presentes (Crédito: Marina Layssi)

O acesso à informação e os direitos humanos dos agricultores, também devem ser preservados e respeitados diante dessas situações. Principalmente, devem ser incluídos, e não desapropriados das terras, que já vivem há séculos. Mesa de Diálogos - Atingidos e movimentos sociais apontam impactos das energias renováveis ao direito à vida Essa audiência pública popular organizar pelo MAR e outros representantes da sociedade civil, além da universidade, fez parte de uma agenda de encontros e visitas entre representantes do governo federal (uma comitiva interministerial) e os grupos de atingidas e atingidos pelos projetos das empresas de energias renováveis no Rio Grande do Norte.


Durante a semana do dia 4 de junho os representantes do governo federal visitaram as comunidades impactadas e coletaram depoimentos das famílias atingidas. Houve encontros na região do litoral, agreste central e seridó potiguar. Nesses encontros houve depoimentos que as energias renováveis estão confrontando as comunidades e seus modos de vida, além das violações no âmbito socioambiental.

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