2019 encerra uma década nefasta para o clima


Degelo, sintoma do aquecimento global (Foto: AFP)

Até este momento do ano, a temperatura média geral da Terra está 1,1 grau acima dos valores pré-industriais. “Será o segundo ou terceiro ano mais quente” registrado, explica a Organização Meteorológica Mundial (OMM). E a década também baterá recordes. “Desde 1980, cada década sucessiva foi mais quente que a anterior”, resume a organização. É algo consequente com o aumento da quantidade de gases do efeito estufa (GEE) acumulada na atmosfera. Em 2018, o recorde histórico de concentração de CO2 foi ultrapassado - com um nível não observado em três milhões de anos. O metano e o dióxido de nitrogênio também excedem em muito os níveis anteriores à revolução industrial. Quanto mais GEE no ar, mais calor retido absorvido pelo mar e a terra.


Em relação ao degelo, 2019 não trouxe nenhuma notícia boa. Em setembro passado, a extensão da camada de gelo no Ártico foi a terceira menor já registrada. O que se une à aceleração do aumento do nível do mar. O aumento é um processo observado há algum tempo, mas o ritmo aumentou devido, em parte, ao afundamento da placa de gelo sobre a Groenlândia e a Antártida. Em outubro deste ano, a média global do nível do mar foi a mais alta, desde que passou a se tornar possível medir com alta precisão (1993).


Gases de combustão (Foto: Pixabay)

Mais gases do efeito estufa acumulados na atmosfera resultam em um planeta Terra superaquecido. Resultado? A alteração do sistema climático, como lembra a Organização Meteorológica. Essa alteração se dá em um momento em que há cada vez mais eventos meteorológicos extremos. Secas. Chuvas torrenciais localizadas que provocam enxurradas e inundações. Furacões mais frequentes e mais fortes. Furacões que, além disso, chegam a regiões antes seguras, como o oeste da Europa. Nos primeiros seis meses deste ano, mais de sete milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar por causa destes fenômenos. É o número mais alto, desde que passaram a existir registros.


A OMM relata inundações por transbordamentos fluviais nos Estados Unidos(sofridos em Missouri, Arkansas e Mississippi, neste ano), mas também no norte da Rússia e no sudeste asiático. Na Espanha, uma depressão atmosférica no Levante, no início de setembro, causou inundações em Alicante, Região de Múrcia, Almeria e Málaga. A já conhecida DANA provocou seis mortes na Espanha.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/

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