Criada a Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido


Agricultores, parlamentares e sociedade civil no lançamento da Frente (/foto: Asacom)

O Semiárido brasileiro demarca seu espaço, mais uma vez, no cenário político nacional, com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido. “Eu sozinha não posso fazer nada, mas somos muitos e a gente tem apoio importante. Acreditamos em momentos como esse. Podemos ser massacrados, mas povo que tem história é povo vivo e é capaz de quebrar qualquer coisa que venha atrás da gente”. Esse foi um dos recados endereçados aos congressistas pela agricultora mineira e assentada da reforma agrária Elisângela Ribeiro Aquino, representante das famílias agricultoras do Semiárido na mesa.


Mais de 100 pessoas acompanharam o evento na manhã de quarta-feira, (24), no auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, incluindo deputados e senadores de partidos como PP, PT, PDT, PCdoB e PSB. Isso demonstra a importância e a necessidade dos deputados e senadores voltarem suas atenções para esse território. Afinal, o Semiárido Brasileiro se tornou referência para outras regiões do mundo. Apesar disso, tem passado por inúmeras perdas e cortes orçamentários significativos nas políticas de convivência, desde 2016.


Para o deputado pernambucano Carlos Veras, que está com a missão de presidir o espaço, “uma das principais ações que esta Frente precisa fazer é colocar de volta o Semiárido no orçamento da União, de onde foi retirado com ataque brutal com o fim do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], com o desmonte das políticas públicas de convivência com o Semiárido”.


A agricultora Cícera Franco, do Rio Grande do Norte, lembra bem do passado em que as grandes obras e a ideia do combate à seca imperava na região. “Eu venho de uma família de 10 filhos e eu sempre via os comentários de minha mãe, que hoje tem 83 anos de vida e que tem uma marca que jamais vai sair dela. Se eu estou hoje nesta luta de convivência com o Semiárido, na resistência da permanência no campo, é pelo o que ela me fala de quando tinha a minha idade ou bem mais nova do que eu. Ela carregava latas e latas de água - e hoje tem uma marca nos seus ossos - para matar a nossa sede. Hoje sou beneficiária do Programa Um Milhão de Cisternas. Somos beneficiárias do programa de tecnologias para produção pra gente se alimentar”, fala orgulhosa.

Matéria completa: https://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=10870

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